Mais especialidades e necessidades para avançar no setor público

Mais especialidades e necessidades para avançar no setor público

24 de janeiro de 2020 0 Por Pensar Lajeado

Lajeado é referência estadual e até nacional na área da saúde. Além do renomado Hospital Bruno Born (HBB), diversas clínicas especializadas oferecem uma alta gama de serviços para pacientes do Brasil. No setor público, postos de saúde, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Samu têm a missão de atender à comunidade em geral.

O tema “saúde” gera fortes impactos na área social e também no setor econômico da cidade. Hoje, a alta complexidade dos atendimentos realizados no principal hospital do Vale do Taquari atrai centenas de profissionais, especialistas e pacientes de outras regiões do Estado e do país, fazendo girar ainda mais a economia municipal. Em 2018, por exemplo, o HBB atendeu pacientes de 85% dos municípios gaúchos.

Ainda em 2018, o HBB comemorou uma das maiores inovações de sua história: a inauguração do Centro de Reprodução Humana (CRH) – apenas cinco entre 497 cidades gaúchas possuem essa especialidade. É fruto de um investimento de R$ 3 milhões. Diagnósticos sobre infertilidade, e a preservação de óvulos, espermatozoides e embriões são alguns serviços oferecidos, e cujos valores variam de R$ 750 a R$ 30 mil.

Com o CRH, a gama de serviços especializados do HBB ficou ainda mais atraente. O hospital também tem o Centro de Oncologia, Hemodinâmica, Medicina Nuclear, Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, Hemodiálise, Centro Obstétrico, UTI neonatal e pediátrica, entre outros, além dos serviços básicos e de alta complexidade de urgência e emergência do Pronto Atendimento.

Naquele mesmo ano de 2018, a instituição hospitalar realizou mais de 220 mil atendimentos – 70,88% via Sistema Único de Saúde (SUS) –, com uma média de permanência (internação) de 2,77 dias. Vice-presidente do HBB, Marcos Frank enaltece também a inovação dos aplicativos da instituição, utilizados para o agendamento de exames, check in no Pronto-Atendimento e o compartilhamento, em tempo real, da situação dos pacientes do bloco cirúrgico com os familiares.

Clínicas especializadas fomentam ainda mais a economia do município

Hoje, o Corpo Clínico do HBB conta com 196 médicos de diferentes áreas e especializações: Cardiologia; Anestesiologia; Cirurgia; Clínico Geral; Dermatologia; Radiologia; Endocrinologia; Ginecologia; Hematologia; Medicina Intensiva; Nefrologia; Neurologia; Oncologia Clínica; Pediatria; Traumatologia; entre outras.

Clínicas especializadas

Além da referência do HBB, a cidade de Lajeado também se consolida e atrai moradores e investidores em função do alto valor agregado das clínicas particulares. Como exemplos, é possível citar espaços especializados em Dermatologia, Fisioterapia, Odontológica, Spa e Estética, Psicologia, Nutrição, Pilates, Saúde Mental, Acupuntura, entre outros.

 

O serviço básico

O governo municipal gastou cerca de R$ 100 milhões em saúde em 2019. De acordo com dados da Secretaria, foram realizadas 207,8 mil consultas em 12 meses, além de outros 684,7 procedimentos clínicos, com destaque para verificação de sinais vitais (temperatura, pressão arterial e peso), que representou 43% desses atendimentos. Entre os postos de saúde, as unidades do São Cristóvão (17,1 mil) e Santo Antônio (16,8 mil) registraram maior procura.

No setor público, problemas de demora nos setores de Pronto-Atendimento e falta de médicos em postos de saúde ainda persistem

Em 2019, a gestão de todos os 14 postos de saúde foi terceirizada pela Universidade do Vale do Taquari (Univates). Entre os usuários do sistema público, há elogios e queixas ao atendimento prestado nos postinhos e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), cuja gerência também foi repassada à Univates.

 

Álvaro Teodoro Wiebblling, 37 anos, é taxista e reside no bairro Florestal. Morou 15 anos em Curitiba e considera bom o atendimento em Lajeado. “Já utilizei a UPA e o postos de saúde. Quando levei os meus irmãos ou clientes, o atendimento é bem rápido”. Entretanto, teve dificuldades para fazer exames específicos. “Tive um problema no nervo ciático e fiz tratamentos alternativos porque os exames iriam demorar”.

Tamara Alexandra Alves, de 20 anos, mora no bairro Santo Antônio. “Eles fazem o máximo para atender bem a gente. Meus casos sempre foram resolvidos”, relata. Mas alerta: “Na UPA a gente espera duas, três ou cinco horas, depende do caso”. Mesmo assim, diz que prefere ir até a unidade. Apesar de mais longe do que o posto do bairro. “No postinho tem que ir bem cedo pegar ficha. Às vezes não tem ficha, e não tem médico. Às vezes tem que marcar para conseguir consulta semana que vem ou mês que vem”.

 

 

Em 2019, a UPA registrou 80 mil consultas – 91% para lajeadenses – e 389,4 mil procedimentos diversos, sendo 45,2 mil atendimentos de urgência com observação de até 24h. Entre os demais serviços prestados pelo poder público, destaque para 117,8 mil atendimentos odontológicos, 51,6 mil vacinas, 18 milhões de unidades de medicamentos distribuídos e 49,9 mil atividades junto ao CAPS.

 

Facebook
Twitter
LinkedIn

Leia também